Responsabilidade Social

Um novo caminho, uma nova proposta

Publicado em 19 junho 2009

Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

Todos nós devemos nos esforçar para ajudar a construir um mundo mais humano. A cada dia devemos aprender a cuidar do meio ambiente, da nossa família e de todos que vivem ao nosso redor. É no cuidado com o outro que vamos começar a compreender a necessidade de termos um mundo mais harmônico. Se queremos um mundo diferente daquele que estamos vivenciando, então chegou a hora de fazermos a nossa parte.

Este blog é inspirado no princípio do Saber Cuidar tão bem defendido pelo mestre Leonardo Boff (foto). Queremos aqui estimular uma nova consciência, criar uma rede de solidariedade com a finalidade de incentivar práticas baseadas na construção de uma liberdade com responsabilidade social e ambiental. No cuidado com o outro e com a vida no Planeta Terra é que iremos construir essa nova ética e estimular a prática da cidadania, baseada sempre no princípio do Saber Cuidar. Conheça o perfil do autor do blog.

Comentários(0)

Espiritualidade, Meio Ambiente, Ética e Cidadania

Leonardo Boff completa 70 anos nos ensinando a cuidar da vida e do Planeta Terra

Publicado em 18 junho 2009

boff1

Os caminhos que nos ajudam a chegar à liberdade são bem sinuosos, a história da humanidade mostra que sempre houve a existência de grandes embates. No mundo ocidental desde Socrátes e Platão vivemos buscando as razões que permeiam a nossa existência e, dessa forma, ao longo dos séculos o Homem tem se transformado com a luta e o esforço daqueles que deram o sangue e o suor para vencer as grandes batalhas.

Faço essa pequena exposição para falar de Leonardo Boff que completa 70 anos de muito trabalho e dedicação em favor dos mais pobres, dos menos favorecidos e da vida no Planeta Terra. Ele e a Teologia da Libertação continuam tendo que romper barreiras em favor do ser humano. O que pode parecer óbvio nem sempre se apresenta assim e, muito menos, ainda hoje esses instrumentos conseguem ser compreendidos como uma ação de transformação social.

Recentemente tive a oportunidade de assistir a uma palestra do Boff, no teatro do Colégio Santo Agostinho, em Belo Horizonte. O encontro foi organizado pelo programa de literatura Sempre Um Papo, apresentado por Afonso Borges e exibido na TV Câmara. O evento marcou o lançamento do livro Leituras críticas sobre Leonardo Boff, organizado por Juarez Guimarães, lançado pela Fundação Perseu Abramo e pela Universidade Federal de Minas Gerais.

O livro de acordo com a sinopse “reúne o maior esforço coletivo de reflexão sobre a obra deste pensador, no marco de seus 70 anos. Apreciado por leitores do mundo todo, é associado a um dos mais importantes movimentos da história milenar do cristianismo: a Teologia da Libertação, e encarna um princípio de esperança. Os textos reunidos exploram diferentes facetas do vasto, profundo e complexo pensamento de Leonardo Boff”.

Acredito que Boff seja hoje um dos pensadores contemporâneos de maior lucidez e totalmente conectado com as necessidades de sobrevivência do Planeta e de libertação do ser humano. Nesse encontro em Belo Horizonte, pude ouvir um Boff extremamente espirituoso, principalmente, quando se lembrou de parte da caminhada ao lado de Darcy Ribeiro, que para mim foi uma das mentes mais lúcidas que este país já teve, principalmente, na sua luta pela Educação.

“Convivi com pessoas do mundo inteiro, o Darcy foi a pessoa mais inteligente que já conheci”, comentou Boff. O ex frei franciscano disse ainda que no mundo não tem povo tão religioso como o brasileiro: “nós não acreditamos em Deus, nós sentimos Deus. Não dá para entender o mundo sem colocar Deus à frente e no meio. Essa é a característica do povo brasileiro. Isso Darcy viu quando escreveu Viva o povo brasileiro“.

Boff lembrou ainda que quando Darcy estava muito doente, isso foi pouco antes dele morrer, por alguns instantes deixou o lado cético para tomar consciência do seu espírito. Segundo Boff, ele tinha uma preocupação de “como seria o céu quando chegasse a hora de ir lá para cima”.

“Falei para Darcy que Deus para ele tinha que ser mulher. Ele sorriu e comentou comigo que ninguém tinha falado de Deus dessa forma. Falei que Jesus se apresenta como Pai, mas tem característica de Mãe”:

- Assim posso morrer tranquilo – disse Darcy. Não diga nada sobre isso para ninguém, porque sou ateu histórico – cochichou.

O ex frei franciscano ficou emocionado e também emocionou a plateia quando fez um balanço do trabalho, do esforço e das barreiras que foram vencidas. “Hoje com 70 anos estou numa posição mais confortável, consigo ver as coisas um pouco mais de cima. Quando olho para trás lembro das lutas e assim podemos observar a nossa dimensionalidade”.

Boff disse que o Cristo Cósmico não está somente no espaço do sagrado. “ELE está em todos os lugares. O cristianismo tem que levar essa idéia, levar a experiência do sagrado. O espírito de Deus trabalha com todos os povos. Deus chega sempre antes”.

Em uma avaliação sobre os efeitos da Ciência extremamente racional no mundo contemporâneo,  Leonardo Boff fez duras críticas sobre a “ditadura da razão”. “O coração sensível permite adotar e dar ao mundo. O que dever move o ser humano é o sentimento, é o coração. Devemos passar as nossas ações da cabeça ao coração”.

Em defesa de Gaia, a nossa amada Mãe Terra, Boff enfatiza que é preciso fazer algo urgentemente. Para ele, a humanidade precisa compartilhar de uma nova visão de mundo. A experiência do capitalismo liberal revela que todas as nações precisam tomar providências para que possamos garantir a vida. “Precisamos produzir respeitando a natureza e a pessoa humana”, comentou.

Ouvir Leonardo Boff é sempre muito bom. Ele traz luz às trevas, deixa o nosso caminho um pouco mais iluminado e nos ajuda na locomoção em caminhos bem espinhosos. A luta dele é a minha luta e de todos aqueles que, mesmo utopicamente, lutam para ajudar a construir um mundo melhor. A utopia faz com que continuemos lutando de forma que tenhamos a certeza de que transformar é possível.

Boff nos ensina a cuidar e desperta dentro de nós os sentimentos mais nobres e altruístas. É sempre bom beber dessa fonte porque, sem nenhuma dúvida, isso faz rejuvenescer o espírito.

Comentários (2)

Responsabilidade Social

Em Minas articulação social entre ONG e Estado garante programa para idosos – filme da campanha tem participação de Zezé di Carmargo

Publicado em 25 outubro 2009

Quem acessa o Saber Cuidar com regularidade já deve ter percebido o carinho que tenho com o trabalho desenvolvido pelo Servas, coordenado por Andrea Neves. As ações desenvolvidas pela ONG mostram como pode funcionar a articulação social entre o poder público, empresas e instituições do terceiro setor.

Recentemente, o Servas e o Governo de Minas, por meio de Aécio Neves e Andrea, lançaram a campanha de Valorização da Pessoa Idosa. Eu que sempre abordo aqui a questão do Saber Cuidar, vejo nessa iniciativa um bom exemplo de políticas públicas em favor da turma da terceira idade, já que o país caminha de forma muito rápida para um perfil demográfico que indica o envelhecimento dos brasileiros.

De acordo com o IBGE, o índice de envelhecimento aponta para mudanças na estrutura etária da população brasileira. Em 2008, para cada grupo de 100 crianças de 0 a 14 anos existem 24,7 idosos de 65 anos ou mais. Em 2050, o quadro muda e para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos.

Desenvolver ações de proteção ao idoso no presente é criar base seguras para que no futuro possamos ter uma rede de apoio bem consolidada. O envelhecimento da população deve ser tratado com toda a atenção, principalmente, no desenvolvimento de ações efetivas. A campanha coordenada pelo Servas quer, justamente, promover essa mobilização e conscientização dos mineiros para essa questão.

Um exame das estruturas etárias projetadas pelo IBGE mostra, também, a transformação nas relações entre pessoas que ingressam (e permanecem) nas idades ativas e aquelas que atingem as chamadas idades potencialmente inativas. Em 2000, para cada pessoa com 65 anos ou mais de idade, aproximadamente 12 estavam na faixa etária chamada de potencialmente ativa (15 a 64 anos).

Já em 2050, para cada pessoa com 65 anos ou mais de idade, cerca de três vão estar na faixa etária potencialmente ativa. No tocante às crianças e jovens, vão existir cada vez mais pessoas em idade potencialmente ativa destinadas a suprir suas necessidades. Como podemos avaliar é preciso construir algo que possa garantir as ações de cuidado, para que se possa construir a integração dos idosos com a sociedade.

Veja o filme da Campanha de Valorização da Pessoa Idosa com Zezé di Carmargo

Leia Mais

Conheça detalhe do Programa de Valorização da Pessoa Idosa lançado pelo Servas e Governo de Minas

Comentários (1)

Boas Práticas, Políticas Públicas, Responsabilidade Social

Conheça detalhe do Programa de Valorização da Pessoa Idosa lançado pelo Servas e Governo de Minas

Publicado em 25 outubro 2009

Fonte: Servas

Com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade em torno de ações para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais, o Servas e o Governo de Minas lançaram nesta quinta-feira, 22 de outubro, no Palácio da Liberdade, a campanha de valorização da pessoa idosa. O lançamento foi feito pela presidente do Servas, Andrea Neves, e pelo governador Aécio Neves. Além de parceiros da iniciativa, o cantor Zezé di Camargo, que está em um dos filmes a ser veiculado, esteve presente na solenidade e, ao final, cantou a música “Couro de Boi”, tema da campanha, com Luciana Tolentino e o músico Geraldo Almeida ao violão.

“Não é a primeira vez que o Servas e Governo de Minas se unem a empresas de comunicação em torno de causas de interesse social. Em 2008, a campanha contra o abuso sexual e a violência doméstica fez as denúncias se multiplicarem. Em 2006 sensibilizamos para o drama dos desaparecidos. Mas esta campanha, de valorização da pessoa idosa na nossa sociedade, talvez seja a mais difícil. Porque não estamos falando dos outros, mas de nós mesmos. E depende da mudança de postura de cada um. Essa campanha sensibiliza para o respeito e afeto com essas pessoas. É o ponto de partida para outras questões”, disse a presidente do Servas, Andrea Neves.

“Acho que essa é uma campanha que tem de ir além das fronteiras de Minas Gerais. E ela tem essa capacidade de que não é muito comum em peças desse tipo. Falo com muita sinceridade, a mim me tocou e me deu vontade de ligar para casa. Acho que todo mundo vai sentir um pouco uma certa cobrança íntima daquilo que não vem fazendo, mas que poderia estar fazendo cotidianamente sem qualquer custo, sem qualquer trabalho a mais. Então, é uma campanha que não é do governo, é uma campanha que os mineiros que estão oferecendo para o resto do Brasil”, afirmou o governador, em entrevista.

Para Zezé di Camargo, o idoso sente mais falta do apoio e carinho das pessoas que ama do que da questão financeira. “Do lado financeiro, tem as entidades filantrópicas, os governos estaduais, federal que têm uma parcela de cuidados com isso. Mas eu acho que o maior carinho que o idoso necessita é exatamente por parte dos entes queridos, principalmente dos filhos”, disse o cantor.

Inclusão na rotina
A campanha, que será veiculada em TVs, rádios e impressos, chama a atenção para a necessidade da mudança de atitude e inclusão dos idosos na rotina das famílias. Foram produzidos dois filmes, sendo que o primeiro a ser divulgado tem o cantor Zezé di Camargo, que aderiu à campanha não cobrando cachê. O artista recita a letra da música “Couro de Boi”, de Diogo Mulero e Teddy Vieira. O segundo mostra imagens de idosos sozinhos em casa, enquanto outras pessoas relatam uma rotina que não os inclui.

Também será dado o alerta para a necessidade de denunciar qualquer situação que exponha o idoso a riscos, com a divulgação do Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19), serviço gratuito e sigiloso. Os números do Disque Direitos Humanos demonstram um crescimento de 30% nas denúncias de violência contra a pessoa idosa, passando de 133 entre janeiro e setembro de 2008, para 173 em igual período deste ano.

Desenvolvida pelo Servas e Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a campanha tem o apoio do Conselho Estadual do Idoso de Minas Gerais e Ministério Público. São parceiros da iniciativa o Banco BMG, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), Sindicato das Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerais (Sicepot), Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Unimed. Também apoiam a campanha TVs, rádios e jornais mineiros, oferecendo solidariamente espaço para veiculação.

A campanha de valorização da pessoa idosa segue modelo inaugurado pelo Governo de Minas e Servas, que realizam uma série de ações de mobilização social articulando poder público, sociedade civil e iniciativa privada. As mobilizações estão sendo articuladas contra a exploração sexual de menores e no combate à violência doméstica, através da Campanha Projeta Nossas Crianças, e também pela localização de pessoas desaparecidas, com a Campanha Volta.

A necessidade de urgência na mobilização da sociedade para a questão do idoso é expressa pelos números, já que o país passa pelo fenômeno de envelhecimento da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1991 Minas Gerais contava com cerca de 1,19 milhão de idosos, correspondendo a 7,6% da população. Em 2000, a população de 60 anos ou mais passou para 1,63 milhão no Estado, o que corresponde a 9,1% do total.

Digna Idade
No atendimento ao idoso, entre outras ações, o Servas desenvolve, desde 2003, o Programa Digna Idade, de apoio às Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPs). O programa garante investimento para a estrutura física, aquisição de equipamentos e utensílios nas áreas administrativa e de atendimento, além de capacitação de pessoal. De 2003 a 2009, já foram atendidos 17.760 idosos, totalizando 466 entidades em 414 municípios.

Veja o depoimento de Andrea Neves

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

8ª edição do Festival Lixo e Cidadania termina com balanço positivo sobre o gerenciamento de questões da sustentabilidade dos resíduos sólidos das grandes cidades

Publicado em 30 setembro 2009

Fonte: Agência MG

Meio Ambiente, lixo e, sobretudo, cidadania, sob a temática da diversidade cultural em defesa do planeta, foram assuntos amplamente discutidos nos últimos quatro dias, durante a 8ª edição do Festival Lixo e Cidadania. Para encerrar esta festa de inclusão socioambiental os movimentos nacionais dos catadores e dos moradores de rua entregaram ao deputado federal Leonardo Monteiro (PT-MG) um Projeto de Lei propondo alterações na legislação previdenciária vigente.

A reivindicação visa incluir os catadores como previdenciários especiais, cuja contribuição é feita de acordo com a produção. O benefício já é concedido a trabalhadores rurais, seringueiros e pescadores. Atualmente os catadores podem fazer parte da previdência por meio de contribuição como autônomos, o que representa 20% sobre o valor do salário mínimo, inviável para a maioria dos catadores, que com isso ficam à margem dos benefícios da Previdência.

O deputado que recebeu o PL prometeu não só encaminhá-lo como também se candidata a relatoria do projeto. “As políticas públicas precisam da participação pública, fico feliz em receber um projeto dessa relevância”, afirmou Monteiro.

Balanço

Mais de mil e quatrocentos credenciados, sendo 536 catadores e 113 ex-moradores de rua, seis delegações internacionais, vindas da França, Canadá, Índia, África do Sul, Nicarágua e Equador, 503 crianças visitando o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) e o Festival, 11 Estados representados e 43 cidades mineiras, além das 58 que participaram das discussões sobre a implantação do Plano Estadual de Coleta Seletiva.

Mais que números o festival foi feito de conquistas. O coordenador do Fórum Lixo e Cidadania e mobilizador social do CMRR, José Aparecido Gonçalves, ressalta a efetivação da Política Pública, por meio da regulamentação do Decreto que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos. “O Estado mostra uma visão diferente com a política de apoio financeiro e fomento às atividades de coleta e reciclagem. O catador passa a ser visto como empreendedor”, destaca Cido, ativista da luta pela inclusão dos catadores e moradores de rua.

Catadora há sete meses, Maria Nilza Bento da Silva faz parte da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Nova Vida (Ascanovi) de Teófilo Otoni. Para Nilza o Festival teve grande importância, “aqui, ouvimos, aprendemos e corremos atrás do nosso direito, pois catador é um trabalhador digno como outro qualquer, lutamos por melhores condições de trabalho”. A catadora relata que adorou o festival e diz, “fomos muito bem recebidos, foram quatro dias muito proveitosos”.

A diretora-executiva do CMRR, Denise Bruschi, ressalta o quanto “foi gratificante o trabalho de discussão da catação e reciclagem, envolvendo técnicos e catadores, pesquisadores, e o quanto essa discussão é importante para a gestão de resíduos em Minas, no Brasil e no mundo”. A diretora destaca também a valorização, harmonia e respeito com que é feito o trabalho do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável e dos Moradores de Rua.

Histórico

O Festival foi aberto com a regulamentação da Política Estadual de Resíduos Sólidos, um avanço na gestão dos resíduos e que prevê a inclusão e valorização do trabalho da coleta seletiva e da reciclagem. A crise econômica fez parte das discussões já no primeiro dia e foi tema de uma plenária abordando o momento atual da economia mundial e suas conseqüências sociais e ambientais. O jornalista especialista em meio ambiente, Washington Novaes, focou sua apresentação no consumo dos recursos naturais e mudanças climáticas.

Com a presença do ministro de Meio Ambiente e do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, foram discutidas as transformações ambientais e os desafios para gestão de resíduos sólidos, sob a ótica governamental e social. O secretário chamou atenção para o modelo, segundo ele, “insustentável”, de consumo, que é a raiz das crises econômica e ambiental.

Sob a ótica social a visão apresentada foi crítica com relação à incineração e destacou a importância do incentivo à formação de redes, como as redes de economia solidária. A representante do Canadá, Jutta Gutberlet, sugere que sejam pensadas soluções a longo prazo. A coordenadora do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável, Fabiana Goulart, que mediou o painel, ressaltou que “o problema é global, portanto a luta é global”.

Justiça Social e Desenvolvimento Urbano trouxeram mais um ministro de Estado para debater com o público que participou do Festival. O Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, foi um dos painelistas do terceiro dia do evento.

O palco para essas e outras discussões, oficinas, debates, exposições e confraternizações do Festival foi o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte.

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

8º Festival Lixo e Cidadania em Belo horizonte discutiu implementação de uma Central de Negócios de Reciclados

Publicado em 30 setembro 2009

Fonte: Agência MG

Durante o 8º Festival Lixo e Cidadania realizado no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), ocorreu (23/09) uma palestra apresentando o projeto “Central de Negócios de Reciclados”. A ideia é a inserção dos catadores no site de compras e vendas “SuperBuy” que irá ceder gratuitamente o espaço para comercialização dos resíduos coletados e tratados. “O sistema trará objetividade e agregará valor para o produto”, informou o Gerente comercial da empresa, Marco Túlio Teixeira.

O portal movimenta cerca de R$ 130 milhões mensalmente, tem uma média 40 mil clientes e será usado também para dar visibilidade ao material dos catadores. O CMRR em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) servirá como uma Central Local, para identificar e agrupar associações que poderão comercializar seu produto em conjunto e larga escala. José Alexandre Dell´Isola, coordenador da Tecnologia e Informação do Centro Mineiro, afirma que quem irá operar a Central são os próprios catadores que serão capacitados para o mesmo. A intenção é que as grandes empresas filiadas a “Superbuy” doem seus resíduos para as associações tratá-los e vende-los.

Uma preocupação mencionada é conseguir um padrão de qualidade do produto, uma vez que serão comercializados juntos por diversas associações, caso uma tenha disponível 20 toneladas de papel, outra 30, será oferecido 50 e o valor de venda dividido por porcentagem. A produção em larga escala agregará valor de mercado.

Segundo a coordenadora do CMRR, Denise Bruschi, a partir de agora será testado o modelo adequado e irá se definir indicadores de qualidade para cada produto, a intenção é que o lançamento oficial ocorra em março de 2010. Outra ferramenta que será importante será o Inventário de Resíduos Sólidos de Minas Gerais, um sistema de informação para consulta pública, criado pela Feam, CMRR e Semad, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) que permite a visualização geográfica e disponibiliza dados referentes às áreas de disposição final dos resíduos sólidos urbanos gerados em Minas Gerais.

O treinamento dos operadores da Central será realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Minas Gerais (Sebrae-MG) e o Governo de Minas garantirá que o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) estudará um financiamento acessível para as associações de catadores, como afirmou o governador Aécio Neves no lançamento do Festival Lixo e Cidadania.

A parceria firmada entre CMRR e “SuperBuy” garante a utilização do sistema sem nenhum custo para as associações e o frete do produto pode ser pago pela empresa que comprar o material, se assim for combinado. Para o coordenador da Área de Mobilização Social do CMRR, os catadores coletam e separam o material com facilidade, mas não tem recurso para estocar e conseguir uma gama maior de clientes e essas iniciativas será de grande valia.

A catadora Jane Gonçalves de Papagaios, na região Central do Estado, acredita que o sistema tem tudo para dar certo, desde que os coletores tenham consciência, “esse é um projeto âncora que dependerá da boa vontade dos associados de fazer uma boa triagem”, conclui.

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

Realidade dos catadores de materiais recicláveis e de moradores de rua nas cidades brasileiras foi o tema do debate no 8º Festival do Lixo e Cidadania em Belo Horizonte

Publicado em 30 setembro 2009

Fonte: Agência MG

A realidade enfrentada pelos catadores de materiais recicláveis e de moradores de rua nas cidades brasileiras foi o tema do debate desta quinta-feira (24) no 8º Festival do Lixo e Cidadania, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, em Belo Horizonte. As discussões aconteceram no painel “Promoção de Direito e Políticas Públicas”.

A degradante situação dos catadores e moradores de rua foi ilustrada pelo representante do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR), Anderson Lopes Miranda, que mencionou o artigo 5º da Constituição Federal que garante o direito de ir e vir de qualquer cidadão. Anderson afirmou que a lei não é cumprida com os moradores de rua: “sempre que chegamos a uma cidade recebemos uma passagem para ir e outra para não ficarmos lá”, disse. “Onde está o direito de permanecer em um lugar?”, indagou.

O Festival Lixo e Cidadania atua como importante espaço para os catadores e moradores de rua reivindicarem seus direitos e expor suas opiniões. O maior aliado dos que vivem na rua em Minas é o Ministério Público estadual, que realizou um convênio para a viabilização de projetos, com objetivo de facilitar a inclusão civil dos moradores de rua.

A painelista, Maria da Glória Gohn, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Nove de Julho (Uninove/SP), enfatizou que apesar dos números ainda serem baixos, o Brasil é um dos países com maior índice de reciclagem no mundo. Maria afirmou que os catadores fazem parte de um dos mais fortes movimentos sociais e devem lutar por uma melhor condição de vida, trabalho e sobrevivência humana. “As associações, apesar de ser um movimento emergente, geram emprego e renda. Os catadores possuem vivência, consciência e transformam a visão sobre lixo, passando a ser resíduos com utilidade”, disse.

Delze dos Santos, da Escola Superior Dom Helder Câmara, afirmou que um fator agravante é a mega-população das grandes cidades. Para ela, “a geração de resíduos é uma bomba relógio, chamada consumo insustentável”. Olhando por essa ótica, disse ver as associações como movimentos que ajudam a diminuir a produção de resíduos, e os catadores são mais educados que as outras classes. “Ser civilizado é consumir lixo em excesso?”, questionou.

Outro problema abordado no painel foi a crise mundial. Com a recessão, os valores dos materiais coletados diminuem e as empresas buscam recolher os resíduos que geram, deixando os catadores de lado, explicou Alexandre Camboin, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR/RS).

O Governo de Minas planeja ações, com os governos municipais e federal, deixando de lado questões partidárias por uma causa maior. Durante a abertura do festival, na segunda-feira (21), o governador Aécio Neves lançou o “Plano Estadual de Qualificação Social e Profissional para Catadores de Materiais Recicláveis”. Inicialmente 16 cidades devem ser beneficiadas através de cursos para catadores, visando qualificá-los. Na segunda etapa está prevista a inclusão de mais de 100 municípios.

O CMRR, na tentativa de mudar essa realidade, desenvolve vários programas para auxiliar e capacitar a classe. A inserção dos catadores na internet para comercializar seu material sem intermediários e agregar valor a eles em parceria com o site SuperBuy é um exemplo.

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

8º Festival Lixo e Cidadania em Belo Horizonte discute Desenvolvimento Urbano e Justiça Social

Publicado em 30 setembro 2009

Fonte: Agência MG

O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrús Filho, e o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, participaram do um painel “Desenvolvimento urbano e justiça social”, no 8º Festival Lixo e Cidadania. O tema foi abordado sob os aspectos governamentais e da sociedade civil.

Para debater a visão governamental, além do ministro e do secretário de Estado, participaram o vice-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Gastão Vilela França Filho, e a pesquisadora da Universidade de São Paulo Gina Rizpah Besen. Já a opinião da sociedade civil foi exposta pela representante da Women in Informal Employment Globalizing and Organizing (WIEGO) da África do Sul, Melanie Samson, pelo representante do Movimento Nacional da População de Rua, Samuel Rodrigues, e da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), Dona Geralda.

Durante o debate sobre a visão governamental, o ministro Patrus Ananias disse que já existem avanços significativos para a categoria. ”Hoje, os catadores são reconhecidos como profissionais e existe um conjunto de ações para promover a autonomia e o desenvolvimento social de cada um deles e de suas famílias. Trabalhamos com a integração de políticas como o Bolsa Família, ações de geração de emprego e renda e de educação. Ainda há muita estrada, mas estamos caminhando”, ressaltou.

Desenvolver ações de forma integrada também é o objetivo do Governo Aécio Neves. O secretário Agostinho Patrús Filho destacou que o Governo do Estado tem a intenção de fazer um trabalho conjunto com os governos municipais e federal. “É preciso deixar as questões partidárias de lado e voltar os olhos para este público. Trata-se de um público vulnerável que precisa de uma efetiva inserção produtiva”.

Para realizar esta inserção produtiva, o governador Aécio Neves lançou, na última segunda-feira (21/09), junto com secretário Agostinho Patrús Filho, o Plano Estadual de Qualificação Social e Profissional para Catadores de Materiais Recicláveis durante a abertura do festival. “Iniciamos o primeiro curso voltado especificamente para os catadores, com o objetivo de qualificá-los. No primeiro momento, 16 municípios devem ser beneficiados, inclusive no interior. Para a segunda etapa, mais 100 cidades deverão ser contempladas”, enfatizou o secretário.

Qualificação
Os cursos de qualificação serão realizados por meio do Projeto Usina do Trabalho. As aulas apresentam um conteúdo programático, dividido em módulos de saúde e segurança no trabalho; meio ambiente e sustentabilidade; direitos humanos, sociais e trabalhistas; relações humanas e interpessoais; comunicação; noções de trânsito; orientações sobre a Lei Estadual de Resíduos Sólidos; associativismo e cooperativismo; economia solidária e o trabalho do catador; tecnologia social da reciclagem; logística da coleta seletiva e gestão e logística de um empreendimento produtivo.

A qualificação vai beneficiar, inicialmente, cerca de 320 catadores. Os interessados em participar de algum dos cursos devem procurar a associação ou cooperativa na qual é inscrito (nas cidades abaixo listadas) para posterior encaminhamento e realização da inscrição no Sine. A previsão é que o curso comece em outubro.
Visão da sociedade

Segundo Samuel Rodrigues, do Movimento Nacional da População de Rua, o tema do painel propõe duas questões que, a princípio, são antagônicas. “Quando fui convidado para participar deste debate, compreendi que o maior desafio que temos é juntar o desenvolvimento urbano com a justiça social. Tenho certeza que este encontro é possível, com o apoio de nossos governantes e com o nosso conhecimento da causa. E isto está acontecendo hoje neste debate”.
Cidades beneficiadas

- Arcos – ARA – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Arcoense – Rua Prof. Francisco Fernandes, 50, Bairro Niterói.
- Araguari – ASCAMARA – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Araguari – Rua 17, 100. Bairro Independência. Uberaba
- COOPERU – Cooperativa dos Recicladores Autônomos de Resíduos Sólidos e Mat. Recicláveis de Uberaba – Av. Francisco Podboy, 2055. Bairro Distrito Industrial.
- Araxá – RECICLARA – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Araxá – Av. Amazonas, 2.325 – Bairro Amazonas.
- Betim – ASCAVAP – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do Vale do Paraopeba – Av. Inhotim, 641. Baiirro Progresso 2.
- Contagem – ASMAC – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem. R. Três, 85, B. Presidente Kennedy e R. Paranaguá, 264, B. Novo Riacho.
- Governador Valadares – ASCANAVI – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Natureza Viva – BR 116, Km 415, s/n, Bairro Turmalina.
- Ipatinga – ASCARI – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ipatinga – Rua Macabeus, 1042. Bairro Canaã
- Itaúna – COOPERT – Cooperativa de Reciclagem e Trabalho Ltda – Rua João Moreira de Carvalho, 1.460. Bairro Parque Jardim.
- ASCARUNA – Associação dos Catadores de Itaúna – Av. Dona Cota, 1046. Bairro Centro.
- Mariana – CAMAR – Centro de Aproveitamento de Materiais Recicláveis – Rua: Rubi, 127. Bairro Colina.
- Ouro Preto – ACMAR – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Rancharia – Rodovia Rodrigo Melo Franco de Andrade. Bairro: Nossa Senhora do Carmo.
- Pará de Minas – ASCAMP – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Pará de Minas – Rua Nova Serrana, 1385, Bairro Ozanã.
- Papagaios – ASCAMRRP – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Papagaios – Avenida Coronel Diogo, 1073. Bairro Nossa Senhora de Lourdes.
- Sete Lagoas – ACMR – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Sete Lagoas – R. Alcides Fonseca, s/n, Bairro Henrique Neri.
- Teófilo Otoni – ASCANOVI – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Nova Vida – Rua Engenheiro Celso Murta, 249. Bairro Olga Prates Corrêa.
- Timóteo – ASCATI – Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Timóteo – Rua 61, 601. Bairro Alegre.

Comentários(0)

Meio Ambiente

8º Festival Lixo e Cidadania reúne 60 prefeituras que vão auxiliar na construção do Plano Estadual de Coleta Seletiva de Minas Gerais

Publicado em 30 setembro 2009

Durante o 8º Festival Lixo e Cidadania (FLIC), que ocorreu de 21 a 24 de setembro, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), foi realizado um encontro com cerca de 60 prefeituras para construção do Plano Estadual de Coleta Seletiva, que será finalizado até o fim de 2009. Foram levantados os desafios e feitas propostas para elaboração do Plano.
Os representantes e gestores municipais trocaram experiências e discutiram os principais desafios para implantação da coleta seletiva em seus municípios. A reunião foi dirigida pela diretora-executiva do CMRR e coordenadora do programa Minas Sem Lixões, Denise Bruschi. Participaram como observadores representantes dos movimentos de catadores, do Ministério Público Estadual (MPE) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Os problemas levantados eram em sua grande maioria comuns entre os municípios, como falta de capacitação, estrutura, recursos financeiros, necessidade de mobilização e conscientização da população, organização dos catadores, necessidade de parcerias para viabilizar o trabalho e elaboração de planos e legislações municipais para coleta seletiva.

Gilberto Chagas, do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR) ressaltou a importância da inclusão dos catadores organizados em associações ou cooperativas na elaboração dos planos. “As prefeituras ficam dispensadas de licitação para contratar associações ou cooperativas para o trabalho da coleta seletiva, nosso trabalho sai bem mais barato se comparado às empresas que atuam no setor e ainda é uma forma de promover a geração de trabalho e renda”, explica o catador.

Para Denise Bruschi o encontro foi bastante produtivo. “Outros como este serão elaborados para que a construção do Plano Estadual de Coleta Seletiva se dê de forma participativa, por meio de uma construção coletiva”, ressalta a diretora-executiva do CMRR.
“É preciso romper com o modelo de tutela dos catadores”, afirma o secretário de Meio Ambiente do município de Barão de Cocais, Nivaldo Neves, que defende a conscientização desses agentes para que trabalhem com autonomia. Nivaldo questionou ainda a dificuldade dos pequenos municípios trabalharem no sistema de consórcios e que “é necessário buscar alternativas para esses municípios”, explica.

De acordo com o mobilizador social da equipe do CMRR, Celi Márcio Silva, existem em Minas em torno de 85 associações de catadores que têm contato com o Movimento Nacional, mas ele acredita que o número seja maior.
Até o fim de 2009 a coleta seletiva deverá estar implantada em 30 municípios, de acordo com as metas do programa Minas Sem Lixões. Até o início deste mês 17 desses municípios já estavam com a coleta implantada.

Comentários(0)

Responsabilidade Social

8º Festival do Lixo e Cidadania em Belo Horizonte apontou para novos caminhos no gerenciamento de resíduos sólidos

Publicado em 30 setembro 2009

Fonte: Agência MG

Diversidade Cultural em Defesa do Planeta. Esse foi o tema central do 8º Festival Lixo e Cidadania, que ocorreu em Belo Horizonte, de 21 e 26 de setembro. Pela primeira vez, o Governo Aécio Neves foi um dos realizadores desse evento. A ação, promovida por diversas entidades que defendem os interesses dos catadores de material reciclável, começou pequena e hoje ganha porte de evento internacional. Já estão confirmadas delegações vindas da França, Canadá, África do Sul e Índia.

“É o encontro das diferenças, que provoca uma mudança de pensamento e postura”, defende o coordenador executivo do Festival, José Aparecido Gonçalves. Durante quatro dias de conferências, os catadores de materiais recicláveis se juntam a gestores públicos, ambientalistas, estudantes, jornalistas e demais interessados para discutir, sob os mais diversos ângulos, a questão do lixo. Este ano, uma das principais questões em debate foi o impacto da crise econômica internacional na vida dos catadores.

Durante as plenárias, que foram gratuitas, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), no bairro Esplanada, também abrigou uma feira de produtos reciclados, com artesãos vindos de diversas regiões do Estado; exposições artísticas e o Recicloespaço – casa protótipo, de 70 m2, 100% construída a partir do conceito da sustentabilidade, desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)e técnicos voluntários.

A 8ª Edição do Festival Lixo e Cidadania foi uma realização também do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea); Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável (Asmare); Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR); Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e Fórum Estadual Lixo e Cidadania (FELCMG); com patrocínio do Fundo Nacional de Cultura / Ministério da Cultura e apoio doServiço Voluntário de Assistência Social (Servas), Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Itaipu Binacional, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Comentários(0)

Meio Ambiente

Seminário de Resíduos Eletrônicos discute políticas públicas para destinação de produtos e relata experiência européia

Publicado em 14 agosto 2009

Fonte: Agência Minas
Cerca de 350 pessoas acompanharam, quinta-feira (13), o painel ‘Políticas Públicas’ no segundo dia do Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos que ocorre no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte. O evento é promovido pelo Governo Aécio Neves por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) com apoio da Microsoft Brasil e busca apresentar as soluções que vem sendo adotadas em diversos países na destinação adequada deste tipo de resíduos.

O presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, destacou o trabalho realizado em Minas Gerais, único estado do país a possuir um Diagnóstico da Geração de Resíduos Eletroeletrônicos e um dos poucos estados brasileiros a contar com uma Política Estadual de Resíduos Sólidos, detalhada na Lei 18.031, aprovada em janeiro de 2009. Ele observa que o Brasil ainda não possui uma política nacional de resíduos sólidos, discussão que tramita na Câmara dos Deputados há quase 20 anos.

No caso dos resíduos eletroeletrônicos, desde dezembro de 2008, um Grupo de Trabalho instituído pela Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) se dedica à elaboração de uma proposta de normatização a ser apresentada em 2010 ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). “Regulamentar a destinação por cadeias é essencial para a formulação de políticas eficientes”, afirma José Cláudio Junqueira.

Dentre as ações desenvolvidas em Minas Gerais, Junqueira destaca o Projeto 3RsPCs – Resíduos Eletrônicos, iniciativa pioneira do Governo do Estado desenvolvida pela Feam no CMRR. Desde setembro de 2008 vem sendo buscadas soluções para a destinação ambientalmente adequada dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos. Uma dessas ações é o treinamento de alunos no recondicionamento de equipamentos descartados pela administração pública estadual que, após a recuperação, são doados para escolas. “É uma forma de integrar a sociedade no processo, capacitar pessoas e reaproveitar equipamentos que se tornariam resíduos”, explica o presidente da Feam.

O gerente de Programas Ambientais Urbanos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Bandini, ressaltou a necessidade de serem criados espaços semelhantes ao CMRR em todo o país. “A criação de locais para integração da sociedade e de uma política nacional para a destinação adequada de resíduos são essenciais para a definição de metas para estabilização da geração de resíduos”, afirma. “A meta é que nos próximos cinco anos sejam definidos esses mecanismos”, completou.

Experiência européia
O consultor internacional de resíduos eletroeletrônicos e gerente de negócios do Instituto de Morfologia aplicada em Zurique, Peter Bornand, destacou a experiência suíça na implantação de sistemas de logística reversa. Ele observa que, desde 1994, as empresas suíças vêm desenvolvendo e implantando mecanismos para reabsorção dos resíduos gerados pelo descarte pelos consumidores. “A legislação surgiu em 1998 e incorporou as experiências existentes, o que facilitou a assimilação por todos”, afirma. Bornard observou que a implantação desses mecanismos pela União Européia enfrenta dificuldades, já que cada país possui realidades diferentes. “É uma situação semelhante ao que se observa no Brasil”, destaca.

A programação do seminário inclui ainda, na parte da tarde desta quinta-feira (13), apresentações de experiências de sistema de gestão e logística reversa destinadas a facilitar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos aos seus geradores, para que sejam tratados ou reaproveitados.

O presidente da European Recycling Platform, o português Ricardo Neto, apresentou o trabalho de sensibilização que vem sendo desenvolvido em Portugal na gestão de resíduos como pilhas e eletroeletrônicos. Ele observou que a disponibilização de informações sobre a necessidade de adotar cuidados com o manuseio de resíduos é uma das prioridades. “Ações de mobilização são realizadas em locais públicos como praias e escolas demonstrando formas de gestão desses resíduos”, explicou.


Daniel Ott, da Swiss Federal Laboratories for Materials Testing and Research (EMPA), afirmou que na Suíça, os sistemas de logística reversa vêm sendo adotados pelas empresas desde 1994, anteriormente à criação da legislação que regulamenta a ação, datada de 1998. Ele observou que a experiência das empresas facilitou a regulamentação já que incorporou as práticas que vinham sendo adotadas.

Para Daniel Ott, a disposição do setor industrial em assumir a liderança da implantação dos sistemas de gestão facilitou o desenvolvimento do processo. “Determinar quem coordena o processo é um dos fatores que permite o sucesso da ação”, explicou. Ele observou, no entanto, que não existe uma receita e as características locais têm de ser observadas. “No caso da América Latina, os catadores são um fator de alta eficiência que não pode ser ignorado”, afirmou.

Na Suíça, a EMPA coordena o sistema de gestão de resíduos eletroeletrônicos. “É necessário um controle dos pontos de coleta, dos resíduos coletados, do tratamento e dos resultados alcançados para definir as formas mais eficientes de ação”, informou.

Brasil
No Brasil, mecanismos de logística reversa vêm sendo implantados de forma isolada já que não existe uma legislação específica sobre a questão. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estuda uma proposta para regulamentar a gestão dos resíduos eletroeletrônicos.

O Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), criado em 2008, também lida com a questão de retorno de produtos com um enfoque empresarial. O presidente do CLRB, Paulo Roberto Leite observou que a questão deve ser abordada como uma forma de garantir sustentabilidade às empresas já que a recuperação de produtos agrega valor econômico e garante uma forma de as empresas cumprirem suas obrigações socioambientais.

Minas Gerais é pioneiro no desenvolvimento de mecanismos de logística reversa. É um dos únicos estados brasileiros a contar com uma Política Estadual de Resíduos Sólidos, detalhada na Lei 18.031, aprovada em janeiro de 2009. Um Grupo de Trabalho instituído pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) se dedica a uma proposta de normatização da categoria dos eletroeletrônicos. Possui ainda o único Diagnóstico da Geração de Resíduos Eletroeletrônicos elaborado no país, divulgado em junho deste ano pela Feam.

O Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos termina nesta sexta (14) e acontece no CMRR (rua Belém, nº 40, bairro Esplanada). A programação completa está disponível nos sites www.feam.br e www.seminarioree.com.br.

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas assina acordo para implementação de projeto piloto de gestão de resíduos eletroeletrônicos – Belo Horizonte realiza Seminário Internacional

Publicado em 13 agosto 2009

Fonte: Agência Minas
Durante a abertura do Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) nessa quarta- feira (12) foi assinado protocolo de intenção para implantação do projeto piloto de gestão de resíduos eletroeletrônicos em Belo Horizonte. O compromisso foi firmado pelo Governo Aécio Neves por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e pela Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Minas Gerais (Sucesu).

Previsto para acontecer ao longo de 2010, o projeto estabelecerá uma parceria, inicialmente, com 25 empresas que irão repassar equipamentos como computadores, telefones, celulares e impressoras em desuso para a Feam, que dentro do projeto 3RsPCs – Resíduos Eletroeletrônicos, dará um destino ambientalmente responsável ao material.

De acordo com a coordenadora do projeto 3RsPCs, Susane Meyer, os equipamentos recebidos serão separados de acordo com o estado de aproveitamento. “Uma parte será utilizada no curso de recondicionamento de computadores que já é oferecido periodicamente no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) para jovens provenientes de escolas públicas”, explicou. Os equipamentos recondicionados serão doados com o objetivo de ampliar a inclusão digital de pessoas de baixa renda.

Os materiais não recondicionados serão enviados para o curso prático de processamento de resíduos eletroeletrônicos (REE), que será oferecido aos catadores de materiais recicláveis também no CMRR. Os materiais serão, então, destinados de maneira ambientalmente adequada para indústrias recicladoras de plástico, metal, placas de circuito impressos e empresas que tratam de tubos de raios catódicos dos monitores de computadores. “Tudo será quantificado e acompanhado para que se conheçam as melhores possibilidades de destinação desses resíduos e para que se tenha um controle de todo o processo”, acrescentou Susane.

De acordo com o presidente da Sucesu, Márcio de Souza Tibo, a assinatura do protocolo simboliza a união entre o Governo Aécio Neves e a sociedade civil na busca por soluções adequadas ambientalmente e economicamente viáveis para a questão dos resíduos eletroeletrônicos. “O esforço conjunto entre o 3RsPCs e a Suceso trará vários benefícios às empresas e usuários de informática e à população” declarou.

Cooperação com a Microsoft Brasil
O Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), coordenado por Andrea Neves, e a Microsoft também assinaram um termo de cooperação técnica com o objetivo de apoiar o projeto 3RsPCs, desenvolvido pela Feam. O projeto busca soluções ambientalmente adequadas para os resíduos eletroeletrônicos, fomentando a formulação de políticas públicas relacionadas ao tema.

Entre as ações apoiadas pela Microsoft está o curso de Montagem, Manutenção e Recondicionamento de Computadores, voltado para jovens vindos de escolas públicas. O trabalho é voltado para jovens vindos de escolas públicas que aprendem a trabalhar com hardware enquanto efetivamente recondicionam máquinas obsoletas de prédios do Governo do Estado. Os alunos também aprendem sobre noções de meio ambiente e sobre os riscos dos resíduos eletroeletrônicos se mal geridos.

O projeto tem como objetivo promover a disseminação de políticas voltadas para a destinação social e ambientalmente correta desses resíduos, fomentando a formulação de uma legislação específica para o setor no Estado, além de estimular o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o reaproveitamento e reciclagem de resíduos eletroeletrônicos (REE).

Segundo informações do diretor de Assuntos Coorporativos da Microsoft Brasil, Rodolfo Fucher, há no Brasil cerca de 40 milhões de computadores pessoais (PCs) da empresa instalados. “A cada ano novos 10 milhões chegam ao mercado e cerca de 2 milhões são descartados. Por isso a Microsoft apóia a iniciativa da Feam, Servas e CMRR, por meio do Projeto 3RsPCs, para que essa grande quantidade de resíduos gerada tenha uma gestão adequada”, disse.

“Há toda uma cadeia que envolve fabricantes, importadores, revendedores e os consumidores. Queremos que toda a cadeia seja envolvida na solução da questão. As políticas públicas que estão sendo elaboradas pelo Governo de Minas em parceria com a sociedade civil visam levar ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) uma proposta de norma que abranja todos os envolvidos”, informou o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente, José Cláudio Junqueira.

Seminário apresenta soluções para resíduos eletroeletrônicos
Nesta quinta-feira (13/08), no segundo dia do Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos, as propostas de políticas públicas e os sistemas de gestão e logística reversa serão abordadas pelos especialistas reunidos em Belo Horizonte.

A partir de 9h, no painel ‘Políticas Públicas’, o presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, apresenta as iniciativas pioneiras do governo de Minas Gerais que integram as ações do Projeto 3RsPCs – Resíduos Eletrônicos que vem sendo realizadas pela Feam no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR).

Também participam o gerente de Programas Ambientais Urbanos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Bandini; o consultor internacional de resíduos eletroeletrônicos e gerente de negócios do Instituto de Morfologia aplicada em Zurique, Peter Bornand; a consultora de gestão de resíduos urbanos, resíduos tecnológicos, resíduos especiais e políticas públicas, Ângela Rodrigues; o diretor da Área de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Saraiva.

A partir de 14 horas, no painel ‘Logística Reversa e Sistemas de Gestão’ serão apresentadas as ações destinadas a facilitar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos aos seus geradores, para que sejam tratados ou reaproveitados. O português Ricardo Neto, presidente da European Recycling Platform, apresentará o trabalho desenvolvido em Portugal e na Espanha na gestão de resíduos como pilhas e eletroeletrônicos. Daniel Ott, da Swiss Federal Laboratories for Materials Testing and Research (EMPA), apresentará as ações que vem sendo desenvolvidas na América Latina e Caribe, onde é o coordenador de atividades de REE. O diretor executivo do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), Paulo Roberto Leite, a pesquisadora da Universidade do Estado de São Paulo (USP), Nívea Reidler e Benami Waisberg, da Recitec.

O Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos tem patrocínio da Microsoft Brasil e acontece entre os dias 12 e 14 de agosto no CMRR (rua Belém, 40, bairro Esplanada). A programação completa está disponível nos sites www.feam.br e www.seminarioree.com.br.

Comentários(0)

Responsabilidade Social

Seminário de Resíduos Sólidos discute uso consciente e descarte apropriado de aparelhos eletrônicos

Publicado em 13 agosto 2009

Fonte: Agência Minas
O apelo para adquirir novos aparelhos e equipamentos eletroeletrônicos de última geração não vai diminuir e o consumidor não vai deixar de comprar mesmo se chegar à conclusão, isto se parar para pensar, que a compra de um novo celular, ou um teclado, vai pressionar o meio ambiente, seja pelo uso dos recursos naturais de forma não sustentável, ou pela ausência de destinação correta para o antigo celular e teclado sem uso.

Esta é a avaliação do diretor do Programa de pós-graduação em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), Genebaldo Freire. “Não tem como barrar a ampliação da oferta de equipamentos e serviços, principalmente de inovação tecnológica. Precisamos desenvolver mecanismos para quem produz. O caminho é este – regulamentar”, analisa Freire.

O educador ambiental está em Belo Horizonte, onde participa do Seminário Internacional sobre Resíduos Eletroeletrônicos, promovido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em parceria com o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR)O evento, que teve início no dia 12 e acontece até o dia 14 de agosto, no CMRR, reúne especialistas, pesquisadores, representantes da indústria de eletroeletrônicos e gestores públicos em busca de marcos regulatórios que assegurem a destinação correta do lixo eletrônico.

Na opinião de Genebaldo Freire, Minas Gerais está na vanguarda dessa discussão. O Estado já possui, desde junho deste ano, o Diagnóstico da Geração de Resíduos Eletroeletrônicos de Minas Gerais, implementado pelo governador Aécio Neves. “Esta fase de quantificar e identificar é importante para dimensionar e coordenar uma ação que destine os resíduos corretamente”, avalia Freire.

Também participante do Seminário, o diretor de responsabilidade socioambiental da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee), André Saraiva, quer aproveitar sua presença em Minas Gerais para conhecer o CMRR e o Projeto 3RsPCs, que propõe a formulação de uma política pública e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à gestão dos resíduos eletroeletrônicos (REEs).

Saraiva acredita que é uma iniciativa que pode ser replicada pela Abinee, em outras capitais brasileiras. Saraiva afirma que a premissa básica do setor é a responsabilidade dos produtores desse segmento. Ao admitir a responsabilidade dos produtores, Saraiva aponta para as responsabilidades dos consumidores e dos governos. Os primeiros devem fazer do ato do consumo um exercício de cidadania ao se assegurar da destinação correta no fim da vida útil do equipamento. Para os gestores públicos, se fortalece a exigência de compra sustentável. “Não vale o menor preço, deve ser o melhor preço”, critica o empresário.

Membro do Grupo de Trabalho (GT), instituído pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em dezembro de 2008, o diretor da Abinee entende que Minas Gerais quer “tropicalizar” a Diretiva Européia. O GT utiliza como base orientadora a Diretiva Européia e o objetivo é entregar ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), até o final de 2009, a proposta de regulamentação para esse tipo de resíduos, a fim de que a mesma tenha validade nacional.

A Diretiva 2002/96 do Parlamento Europeu e do Conselho da União Européia, de 27 de janeiro de 2003 estabelece responsabilidades dos produtores, consumidores e governos relativas aos REEs. A política ambiental da Comunidade Européia, que serviu de modelo para a política ambiental de Minas Gerais, se baseia nos princípios da precaução, prevenção e na correção, prioritariamente na fonte, dos danos causados ao meio ambiente e no princípio do poluidor-pagador.

André Saraiva, Genebaldo Freire e o presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente, José Cláudio Junqueira, além de serem palestrantes do Seminário (veja programação no site www.seminarioree.com.br ) participam nesta quinta-feira (13) do Programa Brasil das Gerais, de 19h às 20 h na Rede Minas, onde debatem os desafios sobre a gestão dos REEs.

Comentários(0)

Meio Ambiente

Jim Garisson do SWF faz balanço sobre conferência da Campanha de Liderança Climática 2020 realizada em Belo Horizonte contra o aquecimento global

Publicado em 08 agosto 2009

Em três dias de trabalho intenso, cientistas e especialistas que participaram da conferência de Belo Horizonte da Campanha de Liderança Climática 2020 definiram áreas de discussões, deram início à formação de um rede de interessados no assunto e começaram a estabelecer quais os próximos passos da campanha.

No encerramento do encontro no Palácio da Liberdade, o presidente da State of the World Forum, Jim Garrison, comentou a importância das discussões que serão estendidas para outros países. “Este é o início da mobilização ao redor do mundo. Minas Gerais foi o primeiro estado a aderir à campanha oficialmente, e eu acredito que os mineiros serão lembrados pela história por isso”, comentou.

A conferência na capital foi apenas o primeiro movimento no combate ao aquecimento global até 2020. As estratégias e planos que começaram a ser desenhadas no estado serão trabalhadas até fevereiro e março do ano que vem, quando acontece a conferência de Washington, reunindo ainda mais especialistas sobre aquecimento global. A conclusão do primeiro ano de trabalho será marcado por eventos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Bahia, entre agosto e setembro de 2010.

Paralelamente a isso, a State of the World Forum vai continuar trabalhando o acerto de parcerias com empresas e governos de todo mundo, em especial no país, por meio da Campanha Brasil 2020. Nos últimos três dias já foram registrados avanços importantes também nesta questão. O secretário de estado do meio ambiente, José Carlos Carvalho, comentou no Palácio da Liberdade o incentivo ao estudo de tecnologias que busquem soluções na questão do aquecimento global. O secretário reiterou ainda a importância em atingir todos os cidadãos com a campanha. “A sociedade está alienada. Ouvimos dizer que o planeta está em perigo. É preciso mostrar que é a humanidade que está em risco”, disse.

“Este é apenas o início da mobilização ao redor do mundo. Nos restam ainda 4.164 dias até 2020. Os cientistas dizem que este é o prazo que temos para protegermos as nossas civilizações”, afirmou Garrison.

Os resultados

Durante os três dias de conferência em Belo Horizonte, os 255 participantes conheceram a plataforma online desenvolvida pela Gaiasoft e pelo Hague Center para mantê-los a partir de agora, conectados pela rede. Mesmo que cada um deles esteja em cidades diferentes, as discussões poderão acontecer com a mesma intensidade e dinamismo de um encontro real. Com esse sistema em rede poderão ser desenvolvidas, de forma colaborativa, as diretrizes contra o aquecimento global até a conferência de Washington e depois dela.

Além disso, foram definidas dez áreas de atuação em que as discussões vão ocorrer: educação, energia, ecossistemas, economia, Nova História (desenvolvimento de uma nova visão do futuro), Governança e políticas, Valores e estilos de vida, Infraestrutura, Dinâmica do sistema (como os diferentes elementos se combinam) e Comunicação.

Outro importante resultado foi além do apoio formal do Governo de Minas à campanha, a adesão das cidades do Rio de Janeiro e Curitiba. Com o objetivo de aumentar ainda mais a mobilização no Brasil, a State of the World Forum e o Governo Federal já começaram a planejar uma parceria.

Para atingir outros estados e países, o comitê definiu a criação de forças-tarefa para estudar a espeficidade de cada lugar no combate ao aquecimento global. Por entender que não existe um fórmula que funcione para todos os casos, a State of the World Forum formará grupos que vão ajudar os governos engajados na campanha em questões como análise de potencial, desenvolvimento de estratégias e a implementação de ações contra mudanças climática. As forças-tarefa terão importância estratégica para o levantamento de casos a serem reproduzidos ou adaptados em diferentes contextos.

Como última medida, a State of the World Forum vai agir imediatamente para criar o 2020 Climate Leadership Fund, que dará o suporte financeiro às atividades relativas à campanha ao redor do mundo.

Comentários(0)

Meio Ambiente

Conferência 2020 SWF Belo Horizonte: Minas cria Painel de Ciências do Clima – ação pioneira no país estudará as consequências das mudanças climáticas

Publicado em 08 agosto 2009

Presidente da SWF Jim Garisson

Integrantes do Governo Aécio Neves e da sociedade mineira, representada por universidades, organizações não governamentais, cientistas e entidades de setores produtivos, assinaram nesta sexta-feira (7), no Palácio da Liberdade, durante evento de balanço da primeira conferência Campanha de Liderança Climática – Brasil 2020, o Memorando de Entendimento que visa a Criação do Painel do Clima em Minas Gerais.

O painel é uma iniciativa pioneira no Brasil e tem como objetivos reunir conhecimento científico para apoiar ações de tecnologia e inovação sobre mudanças climáticas, além de sistematizar e disponibilizar o acervo científico das entidades estaduais voltadas aos estudos de ciência do clima e articular-se com entidades cientificas do setor, especialmente as nacionais e o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC/ONU).

“Outro objetivo importante será apoiar e assessorar o governo, empresas e sociedade na tomada de decisões de políticas públicas em mudanças climáticas”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho.

O Painel Permanente de Ciências do Clima será composto por três grupos: o Grupo de Ciência do Clima, o Grupo de Adaptação às Mudanças Climáticas e o Grupo de Estudos sobre medidas de mitigação de emissões, que irão atuar de forma coordenada no estudo e proposição de medidas e ações para mitigação e adaptação às mudanças climáticas globais.

José Carlos Carvalho esclareceu que antes da formação do Painel Permanente, foi instituído um Comitê Pro-Tempore, que terá a função de organizar o painel, minutar diretrizes e supervisionar o processo de seleção e eleição dos seus integrantes. “A comissão foi instituída de forma a congregar representantes de todos os setores da sociedade, para simbolizar que a questão das mudanças climáticas é desafio global, portanto toda a sociedade tem que se envolver no processo”, declarou carvalho.

A criação do painel fortalece a gestão a e o pioneirismo mineiro no enfrentamento dos impactos negativos das mudanças climáticas globais. Minas foi o primeiro estado do mundo a assumir compromisso de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020. Além disso, o Estado é reconhecido como o que possui a energia mais limpa da federação, já que cerca de 90% da energia elétrica utilizada é de origem hidráulica e eólica.

“Com essa ação estamos assumindo uma postura definitiva em relação ao tema. Há nas universidades mineiras, ONGs e no setor produtivo, parceiros do Governo no painel, conhecimento suficiente para desenvolvimento de novas tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável. Cabe agora ao Governo eliminar a distância entre as descobertas e o processo decisório. Minas novamente está na vanguarda”, finalizou o secretário.

Brasil 2020

O presidente da State of the World Forum, Jim Garrison, comentou a importância das discussões que serão estendidas para outros países. “Este é o início da mobilização ao redor do mundo. Minas Gerais foi o primeiro estado a aderir à campanha oficialmente, e eu acredito que os mineiros serão lembrados pela história por isso”, comentou.

A conferência na capital foi apenas o primeiro movimento no combate ao aquecimento global até 2020. As estratégias e planos que começaram a ser desenhados no Estado serão trabalhados até fevereiro e março do ano que vem, quando acontece a conferência de Washington, reunindo ainda mais especialistas sobre aquecimento global. A conclusão do primeiro ano de trabalho será marcado por eventos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Bahia, entre agosto e setembro de 2010.

Durante os três dias de conferência em Belo Horizonte, os 255 participantes conheceram a plataforma online desenvolvida pela Gaiasoft e pelo Hague Center para mantê-los a partir de agora, conectados pela rede. Mesmo que cada um deles esteja em cidades diferentes, as discussões poderão acontecer com a mesma intensidade e dinamismo de um encontro real. Com esse sistema em rede poderão ser desenvolvidas, de forma colaborativa, as diretrizes contra o aquecimento global até a conferência de Washington e depois dela.

Foram definidas dez áreas de atuação em que as discussões vão ocorrer: educação, energia, ecossistemas, economia, nova história (desenvolvimento de uma nova visão do futuro), governança e políticas, valores e estilos de vida, Infraestrutura, dinâmica do sistema (como os diferentes elementos se combinam) e comunicação.

Leia mais

Belo Horizonte sedia Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento é organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Veja também:

Ricardo Young do Instituto Ethos fala em Belo Horizonte na Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Cientistas que participam da Conferência Climática do State of the World Forum (SWF), em Belo Horizonte, trocam experiências para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera

Comentários(0)

Meio Ambiente

Conferência 2020 SWF Belo Horizonte: assista vídeo sobre Painel de Ciências do Clima lançado pelo Governo de Minas para combater o aquecimento global

Publicado em 08 agosto 2009

Veja também:

Ricardo Young do Instituto Ethos fala em Belo Horizonte na Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Cientistas que participam da Conferência Climática do State of the World Forum (SWF), em Belo Horizonte, trocam experiências para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera

Leia mais

Belo Horizonte sedia Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento é organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

Cientistas que participam da Conferência Climática do State of the World Forum (SWF), em Belo Horizonte, trocam experiências para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera

Publicado em 07 agosto 2009

Antecipar em 30 anos o resultado de ações para frear o aquecimento global é a meta que um grupo de cientistas e especialistas de todo o mundo está debatendo na 1ª conferência 2020 Climate leadership campaign, que termina nesta sexta-feira. O objetivo é a conscientização de cidadãos, empresas e governos sobre o tema.

Leia mais:

Belo Horizonte sedia Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento é organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Veja também:

Ricardo Young do Instituto Ethos fala em Belo Horizonte na Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

Ricardo Young do Instituto Ethos fala em Belo Horizonte na Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Publicado em 06 agosto 2009

Leia mais:

Belo Horizonte sedia Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento é organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Conferência 2020 SWF Belo Horizonte: Minas cria Painel de Ciências do Clima – ação pioneira no país estudará as consequências das mudanças climáticas

Veja também:

Conferência 2020 SWF Belo Horizonte: assista vídeo sobre Painel de Ciências do Clima lança pelo Governo de Minas para combater o aquecimento global

Cientistas que participam da Conferência Climática do State of the World Forum (SWF), em Belo Horizonte, trocam experiências para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera

Comentários(0)

Meio Ambiente, Responsabilidade Social

Belo Horizonte sedia Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento é organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Publicado em 05 agosto 2009

Valores de Minas se apresenta na abertura da conferência sobre mudanças climáticas realizadas em Belo Horizonte

Até a próxima sexta-feira especialistas de todo mundo estão em Belo Horizonte para participar da Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas. A State of the World Forum escolheu o Brasil para lançar a Campanha Global de Liderança Climática para um mundo mais verde e a Campanha Nacional Brasil 2020.

A proposta da Conferência Preparatória é fazer com que todas as correntes especializadas em temas ligados à mudança climática possam se juntar a uma crescente coalizão para promover um encontro dos setores público, privado e sociedade civil. Todos eles estão empenhados em promover a liderança brasileira diante da questão das mudanças climáticas e de sustentabilidade; e também para mobilizar uma campanha de educação pública brasileira e mundial em torno da urgência de tornar a economia mundial verde, dentro de dez anos.

Minas Gerais saiu na frente e lidera um movimento de fazer do Brasil uma referência em relação a ações que possam combater o efeito estufa. O governador Aécio Neves assinou um termo de adesão de Minas Gerais à Campanha de Liderança Climática 2020, que propõe a redução em 80% das emissões de gases de efeito estufa nos próximos dez anos. Minas foi o primeiro estado do mundo a aderir à campanha, lançada pela State of the World Forum.

O estado foi escolhido para sediar a conferência e o lançamento da campanha por já desenvolver políticas ambientais que reduzem o impacto da emissão de gases poluentes. O Estado apresenta resultados significativos com a queda do desmatamento, o aumento das áreas verdes protegidas, tratamento adequado ao lixo e recuperação da qualidade das águas das bacias hidrográficas do Estado. Minas também se destaca com a instalação da Câmara de Energia e Mudanças Climáticas e com a Lei Estadual de Resíduos Sólidos, considerada um marco legal no Brasil.

Minas inovou ao lançar, no ano passado, o primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, mapeando os principais segmentos produtivos, de acordo com a metodologia sugerida pelo Painel Intergovernamental de Mudança do Clima. O Governo se empenhou para tornar as fontes de energia limpa cada vez mais dominantes na matriz energética do estado, substituindo a energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

Durante a conferência em Belo Horizonte, serão realizadas sessões de trabalho com a participação de 160 ambientalistas e cientistas de 20 países. Os trabalhos em Minas Gerais são o ponto de partida para uma campanha mundial visando a conscientização de pessoas, empresas e governos sobre as mudanças climáticas. A convenção mundial sobre o tema acontece em fevereiro de 2010, em Washington.

Gim Garrison presidente da SWF

O presidente do State of the World Forum, Jim Garrison, disse que a adesão de governos municipais, estaduais e federais à proposta de reduzir em 80% as emissões até 2020, e não mais até 2050, é fundamental para evitar o aumento na temperatura média do planeta. “Essa é uma oportunidade para cientistas e ambientalistas olharem para o problema porque 2050 será muito tarde. O que nós precisamos agora são de lideranças climáticas em toda família, comunidade, cidade, empresa. Somos todos responsáveis pelo aquecimento global”, conclamou Garrison, em seu pronunciamento.

Entre as propostas defendidas pela ONG estão a reduzir a dependência dos combustíveis, implementação de eficiência energética, criação e utilização de tecnologias limpas, desenvolvimento de energias renováveis, limpeza dos sistemas naturais, criação de estilos de vida sustentáveis e criação de uma cultura de crescimento sustentável.

No Brasil, uma campanha de educação pública sobre aquecimento global começa a ser veiculada pelas Organizações Globo. Durante a abertura desta terça-feira, o vice-presidente das Organizações Globo e presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, apresentou as peças que serão veiculadas.

De acordo com SWF praticamente todos os países do mundo se comprometaram, fortemente ou vagamente, a reduzir as emissões de carbono em 80% até 2050. De acordo com a ONG, o Brasil, no cenário internacional, parece mais preparado para exercer a liderança necessária nesse movimento. Os números apresentados por algumas iniciativas são bem interessantes:

• Mais de 50% de toda a energia do Brasil é proveniente de fontes renováveis, em oposição aos 12% da Europa e aos 10% dos E.U.A.

• Sua maior utilidade elétrica, a Central Elétrica de Minas Gerais (CEMIG), gera 92% da sua eletricidade a partir de fontes limpas e foi apontada pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade como a melhor empresa energética do mundo em 2007.

• A utilização brasileira de etanol em automóveis é a mais significativa do mundo.

Uma antiga reivindicação do Instituto Ethos, que é a mobilização da mídia, já começar a surtir efeito. A TV Globo, se comprometeu a tratar com seriedade o aquecimento global e trabalha no desenvolvimento de uma campanha para educação pública sobre as alterações climáticas. No ano passado, o Ethos reuniu a direção das grandes empresas de comunicação do país para que houvesse mais empenho na divulgação de ações relacionadas ao meio ambiente e à sustentabilidade do Planeta.

Embora o Brasil apresente um cenário favorável para implementação da campanha do SWF, muito coisa ainda precisa ser feita por aqui. Tenho dito que o Governo Federal tem dado alguns maus exemplos em relação a uma política que possa garantir a sustentabilidade das atividades econômicas.

Temos que aproveitar o potencial já desenvolvido para que possamos, verdadeiramente, dar um bom exemplo para o mundo. Hoje o crescimento da economia mundial depende de mantermos o foco na questão da sustentabilidade ambiental. Do contrário podemos estar a caminho de uma outra grande crise com a escassez de alimentos e dos recursos naturais.

Estarei aqui em Belo Horizonte acompanhando os passos dados pela Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas, esperamos que ações concretas possam sair daqui de Minas Gerais. O que a SFW quer com esse encontro é fazer com que as atitudes contra o crescimento global saiam da retórica e passem para ações, efetivamente, concretas. Tenho alguns depoimentos gravados em vídeos e vou aos poucos disponibilizá-los aqui para os amigos do Saber Cuidar.

Veja também:

Ricardo Young do Instituto Ethos fala em Belo Horizonte na Conferência Preparatória para a Convenção Mundial sobre Mudanças Climáticas – evento organizado pelo State of the World Forum (SWF)

Cientistas que participam da Conferência Climática do State of the World Forum (SWF), em Belo Horizonte, trocam experiências para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera

Comentários(0)

Boas Práticas, Responsabilidade Social

Plug Minas: articulação social para o Terceiro Setor e a utopia da inclusão pela educação

Publicado em 14 julho 2009

Adolescentes do curso de música no Plug MinasEm Belo Horizonte na Rua Santo Agostinho, 1271, Horto, funcionava a antiga Febem – uma instituição que durante anos abrigou menores infratores. A convivência com a vizinhança nunca foi muito amigável já que o local era um eterno barril de pólvora. O abrigo de menores era de um tempo que se acreditava que os jovens que por ali passavam não tinham condições de se recuperar para a vida social.

Talvez o morador mais ilustre deste endereço tenha sido o contador de histórias Roberto Carlos Ramos que por 132 vezes fugiu da instituição. Menino rebelde de gênio incontrolável, o garoto foi para a Febem porque a mãe dele acreditava que o caçula entre 10 irmãos  poderia ali receber uma educação digna. Dos seis até os 13 anos, ele correu, apanhou da polícia e arrumou muita confusão. Até ganhar o estigma de “irrecuperável”.

Mas Roberto Carlos deu a volta por cima quando recebeu apoio de uma pedagoga francesa que o acolheu com muito carinho e amor. No começo a relação foi muito difícil, mas a insistência da educadora fez com que o garoto, que até os 13 anos era analfabeto, se transformasse em “doutor”.

O contador de história hoje é mestre em Educação pela Unicamp e pós-graduado em Literatura Infantil pela PUC-MG, membro da Associação Internacional dos Contadores de Histórias e Valorizadores da Expressão Oral Mundial, sediada em Marselha (França). Em 2001 foi eleito como um dos dez maiores contadores de histórias da atualidade em Seattle, nos Estados Unidos.O contador de histórias Roberto Carlos Ramos

Conheço a história de Roberto Carlos desde que o repórter Caco Barcelos, em um programa da Globo News, há quase 10 veio a Belo Horizonte para contar essa história. De lá para cá, ele já foi entrevistado duas vezes no Jô Soares e agora a sua história foi parar nas telas de cinema com o filme O Contador de Histórias. Além disso, o educador adotou 20 meninos de rua e hoje mantém uma instituição na grande BH. Detalhes da vida dele pode ser encontrada no site http://robertocarloscontahistoria.com/index.asp.

Conto aqui essa história para ilustrar uma iniciativa do Governo de Minas por meio do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social) em parceria com Sebrae/MG, OI Futuro e Instituto Unibanco. Falo aqui de uma experiência única no Brasil que é o Plug Minas, espaço inaugurado há um mês nas antigas instalações da Febem em BH. O local foi totalmente reformado e adaptado para se transformar em um grande laboratório social.

De acordo com os coordenadores do projeto, o Plug Minas é um centro de formação e experimentação digital onde jovens de 15 a 24 anos, estudantes das diversas escolas da rede pública do estado, vão se desenvolver para lidar com os mais variados aspectos da tecnologia e da cultura digital, sempre por meio do acesso irrestrito às redes e da autonomia para produzir informação, arte e cultura.

Estive durante a inauguração dessa ação social e pude conhecer um pouco dessa experiência inovadora. O local abriga o projeto Oi Kabun, uma Escola de Arte e Tecnologia que oferece formação em linguagem multimídia, com cursos de design, computação gráfica, vídeo e fotografia.

Outra iniciativa interessante é o Núcleo Empreendedorismo Juvenil que  tem como objetivo estimular os jovens no desenvolvimento de habilidades empreendedoras como: mais autonomia, pró-atividade, liderança e a postura cidadã; preparando-os assim para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.

Também inovador é o Núcleo Amigo do Professor que atua como um laboratório de testagem, sistematização e disseminação de princípios, tecnologias e metodologias didáticas.  Em conjunto com os educadores da rede pública de ensino do Estado o projeto pretende desenvolver ações por meio das mídias sociais.

Alunos do curso de circo do Valores de MinasOutro programa que ocupa o espaço é o Valores de Minas, já falei da importância dele aqui e da mobilização social que essa ação realiza nas comunidades de BH. No prédio da antiga Febem agora tem escola de circo, dança, teatro e música. Os espaços bem diversificados vão possibilitar ainda mais o desenvolvimento pessoal e coletivo, como um estímulo à criatividade e a um olhar crítico do cenário cultural.

O governador Aécio Neves comentou que no início do governo dele em 2002 o local era um depósito de jovens. “Esse era um lugar da desesperança e que me deixava muito triste. Essa é a ação do que a boa ação política pode fazer de bom”, enfatizou. Os parceiros do Plug Minas foram unânimes em afirmar que essa ação só foi possível graças à seriedade e à credibilidade com que o projeto foi encarado pelo Governo de Minas.

Defendo uma tese, quase que de forma solitária, de que o poder público pode ser o grande articulador da responsabilidade social. Já tive alguns embates com militantes do Terceiro Setor que acreditam que assistência social tem que fazer parte de uma política de governo. Concordo com quem defende esse princípio, só que o poder público pode ser transformar em um grande articulador. Os parceiros só investem aonde conseguem constatar seriedade e credibilidade.

Os recursos para a realização de projetos sociais existem, eles estão aí à espera de quem apresente um bom projeto e junto com ele possa garantir a execução, idoneidade e transparência. Dessa forma acredito que poderíamos colaborar para contarmos uma história bem diferente daquelas que estamos acostumados a assistir.

A presidente do Servas, Andrea Neves, ressaltou que o Plug Minas é o discurso transformado em ação. “Não só o concreto foi mudado, mas concreto também é a mudança. Com essa ação mostramos que com o setor público é possível transformar”. Concordo com essa afirmação e acredito que muita coisa pode ser feita. Se cada um fizer a sua parte, temos mais chances de ampliar a rede de atendimento a jovens em situação de risco social.

Roberto Carlos, o contador de histórias é um sobrevivente. Mas quantos meninos e meninas não sobreviveram à crueldade da rua e da marginalidade. Quantos continuam ainda pelas ruas pedindo socorro e muitos de nós não consegue ouvir a voz deles. É preciso construir o amanhã, devemos acreditar que é possível conforme cantava Milton Nascimento em Coração Civil:

“Quero a utopia, quero tudo e mais…

… Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal…

… Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu viver bem melhor

Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar”

Veja o vídeo

Comentários(0)

Indicadores Econômicos e Sociais, Políticas Públicas, Responsabilidade Social

Informativo PNUD: Com crise, mundo regride na luta contra a fome – cresce proporção de subnutridos nos países em desenvolvimento após alta dos alimentos; crise faz redução da pobreza enfraquecer, diz ONU

Publicado em 09 julho 2009

Fonte: Informativo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

da PrimaPagina

O mundo regrediu no combate à fome, de acordo com o último relatório mundial sobre os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a cumprir até 2015. O documento, lançado nesta segunda-feira (06.07), afirma que, nos países em desenvolvimento, a proporção de subnutridos, que havia caído cerca de 4% desde os anos 90, teve aumento de 1% em 2008. A redução da pobreza também sofreu desaceleração e deve estagnar nos próximos anos, diz o texto.

Segundo o Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2009, assinado pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, o ritmo de cumprimento das metas tem sido muito lento e a crise econômica mundial aumenta o risco de insucesso dos países.

Só na América Latina, a proporção de pessoas que passam fome deve aumentar até 13% entre 2008 e 2009, um grande retrocesso. Entre 1990 e 2006, a queda da porcentagem de famintos na região foi de 33%. A meta da ONU é reduzir o número de pessoas passando fome pela metade até 2015, mas o objetivo está sendo prejudicado pela alta do preço dos alimentos. Os valores no mercado internacional, que atingiram patamares muito elevados no início de 2008, começaram a cair a partir de setembro, mas a comida continuou cara para os consumidores nos países em desenvolvimento, principalmente no Brasil, na Índia e na Nigéria, avalia o relatório.

Entre 1990 e 2005, mais de 400 milhões de pessoas saíram da pobreza no mundo, mas a crise financeira mundial deverá colocar na pobreza entre 55 milhões e 90 milhões, afirma o documento. “As taxas de pobreza nos países em desenvolvimento em geral continuarão baixando em 2009, mas a um ritmo inferior ao registrado antes da crise.” O mundo deve atingir a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza até 2015, mas principalmente por conta do ritmo forte de redução na China e outros países asiáticos – fazendo com que a melhoria não seja bem distribuída no mundo.

O objetivo do milênio no qual houve menos progresso até agora, avalia o relatório, foi a redução da mortalidade materna. A meta é reduzir em três quartos as mortes de mulheres relacionadas ao parto ou à gestação, mas a taxa saiu de 480 mortes de mães a cada 100 mil bebês nascidos vivos, em 1990, para 450 mortes a cada 100 mil em 2005 – uma redução de apenas 6%. Os dados correspondem apenas a países em desenvolvimento, pois eles são responsáveis por 99% dos casos de mortalidade materna. Na América Latina, a redução foi de 27% no período, ritmo considerado lento pelas Nações Unidas.

O relatório é otimista com relação à meta que estipula a redução de dois terços na taxa de morte entre crianças até cinco anos. No mundo todo, a taxa caiu menos de um terço, mas a ONU diz que avanços nas regiões mais carentes da África podem refletir em maior sucesso nos anos finais do prazo. O documento ainda diz que 89% das crianças do mundo já têm acesso à educação primária; a meta é atingir a totalidade dos meninos e meninas.

Leia o Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2009

Outras notícias interessantes

Feira em PE exibe artesanato de 27 países

10ª edição da Fenearte traz a Olinda 4 mil artesãos brasileiros e de nações como Vietnã, Palestina e Egito; público esperado é de 250 mil

Jovens pobres do RJ aprendem a ser chefs
Da primeira turma de formados, 90% estão empregados; além de gastronomia, há aulas de matemática, português e de informática

Esporte combate emigração juvenil em MG
Projeto que ensina a trabalhar com ecoesporte e agroecologia evita que cidadãos deixem Governador Valadares para ir morar no exterior

Ônibus verde recebe passageiros em agosto
O 1º coletivo da América Latina a usar hidrogênio como combustível foi lançado na quarta em São Bernardo; veículo não emite poluente

Comentários(0)

VEJA MAIS ARTIGOS NO ARQUIVO

Advertise Here
Advertise Here

SITES RELACIONADOS

  • Afroreggae Promove a inclusão e a justiça social utilizando a arte, a cultura afro-brasileira e a educação com ferrramenta para a cidadania.
  • Avaaz – Causas Humanitárias Excelente site que se mobiliza pelas grandes causas sociais no mundo
  • Foto Atenta Blog do jornalista Antonio Fernando de Campos dos Goytacazes
  • Gife Investimento Social Privado
  • Instituto Akatu O Instituto tem como mente conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro para seu papel de agente transformador, enquanto consumidor, na construção da sustentabilidade da vida no planeta.
  • Instituto Endeavor Auxílio e estímulo a práticas empreendedoras
  • Instituto Ethos Site sobre responsabilidade social empresarial
  • Projeto Mandala Tecnologias Sociais de estímulo ao processo de economia solidária
  • Rits Promoção, infomração e articulação do terceiro setor
  • TED – Idéias para o mundo Site que reúne grandes idéias que podem ajudar a transformar o mundo
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline